Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Muito se houve a frase: "devia haver eleições todos os anos" relacionada com o facto de muitos políticos no exercício de funções executivas só se esforçarem quando estão à porta de eleições.

 

Lisboa tem sido disso um bom exemplo. António Costa primou sistematicamente pela ausência durante o seu mandato à frente da câmara de Lisboa. Nas cheias de Sete Rios, nos acidentes no parque Oeste ou no Terreiro do Paço e no incêndio da Av. da Liberdade. Foi sempre um presidente ausente. Nunca deu a cara.

 

António Costa ficou também conhecido pelo presidente que sempre que era confrontado com um problema no funcionamento da câmara ou quando a gestão da cidade era criticada, imediatamente e em público se desresponsabilizava e acusava os funcionários da câmara ou os seus dirigentes demonstrando uma falta de sentido de liderança inédita em Lisboa.

 

Mas agora, a aproximação de eleições e a consciência pesada de não ter correspondido às expectativas dos lisboetas, provocou uma nítida mudança de atitude. Ontem lá apareceu no buraco da avenida de Berna, embora sem muito para dizer, mas com aquela frasezinha estudada, típica para estas situações: "Lisboa tem 1300 quilometros de rede de esgotos - o dobro do comprimento do país..." E pronto. Mais nada... Na verdade não ficámos a saber porque sucedeu o acidente, se pode ocorrer noutras zonas limitrofes, quanto tempo demorará a reparação, nada. Mas ficámos a saber o comprimento da rede de esgotos,,,



António Prôa às 11:56 | link do post | comentar

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