Terça-feira, 28.04.09

Janeiro 2009:

 

 

 

 

Abril 2009:

 



António Prôa às 01:19 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 25.04.09

 

O túnel do marquês completa no próximo dia 25 de Abril dois anos de funcionamento. Hoje é unânime entre os lisboetas e quem utiliza aquela infra-estrutura que foi um investimento adequado e que melhorou a circulação do tráfego automóvel.

Passados dois anos, ao contrário do que foi vaticinado (e quase desejado por alguns), o túnel demonstrou ser também seguro. Hoje soam a patéticos aqueles avisos em jeito de ameaça para que não se excedesse os 30 km/h sob pena de elevada perigosidade.
Com a distância de dois anos vale a pena ainda recordar que os lisboetas foram privados de poder usufruir mais cedo do túnel do marquês devido à paragem das obras provocada pela obsessão do vereador Sá Fernandes que serviu apenas para atrasar a obra, prejudicar a cidade e os lisboetas. Um atraso de quase um ano que custou, além do mais, cerca de 4 milhões de euros aos lisboetas.
Mas túnel do marquês não ficou completo. Devido à necessidade de obras no túnel do metro, a saída para a Avenida António Augusto de Aguiar não foi ainda concluída. As obras da responsabilidade do metropolitano de Lisboa estão terminadas há mais de um ano. As obras em falta da responsabilidade da câmara municipal já poderiam ter avançado e até terminado.
Por teimosia, por embirração, por não querer dar razão a quem teve a iniciativa de construir o túnel do marquês, a câmara municipal de Lisboa não promove a conclusão da obra, privando os lisboetas das suas vantagens.
São os mesmos que criticavam o próprio túnel e que se veio a comprovar não terem razão que agora, uma vez mais, colocam a táctica partidária à frente do interesse da cidade e dos lisboetas, privando-os de usufruir em pleno do túnel do marquês.

 

texto publicado no jornal Meia Hora



António Prôa às 00:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.04.09

Gostei do discurso de António Costa no jantar do PS Lisboa, ontem realizado, comemorativo do 25 de abril e do aniversário do Partido.

Pela ambição demonstrada para o futuro da Cidade.

Pela coragem da obra realizada no Terreiro de Paço, que há muito deveria ter sido realizada, e pelo reiterar do cumprimento do seu prazo de execução.

Pelo restaurar da credibilidade financeira da CML junto das empresas, dos lisboetas, dos Bancos, do BEI ... o caos financeiro herdado vai sendo resolvido!

Pelo programa de pavimentação que está em curso.

Pela aposta na requalificação do Parque Escolar.

Pelo diagnóstico muito certeiro sobre a EPUL e as SRU's em especial pela sua falta de resultados ao nível da reabilitação urbana.

Pela ambição de protagonizar uma solução de governabilidade para Lisboa independentemente do sectarismo de outros sectores da esquerda.

Lisboa tem um líder!



Rui Paulo Figueiredo às 10:18 | link do post | comentar

Quinta-feira, 23.04.09

Excelente post do Vasco Campilho no 31 da Armada que demonstra a pura realidade do momento político actual na CML.

 

O titulo escolhido pelo Vasco foi "Nunca se ouviu falar de campanha eleitoral tão cara"! Eu diria mais: Nunca se viu um mandato ficar tão caro à Cidade de Lisboa ... por notória incapacidade!

 



Rodrigo Saraiva às 12:37 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Terça-feira, 21.04.09

Muito se houve a frase: "devia haver eleições todos os anos" relacionada com o facto de muitos políticos no exercício de funções executivas só se esforçarem quando estão à porta de eleições.

 

Lisboa tem sido disso um bom exemplo. António Costa primou sistematicamente pela ausência durante o seu mandato à frente da câmara de Lisboa. Nas cheias de Sete Rios, nos acidentes no parque Oeste ou no Terreiro do Paço e no incêndio da Av. da Liberdade. Foi sempre um presidente ausente. Nunca deu a cara.

 

António Costa ficou também conhecido pelo presidente que sempre que era confrontado com um problema no funcionamento da câmara ou quando a gestão da cidade era criticada, imediatamente e em público se desresponsabilizava e acusava os funcionários da câmara ou os seus dirigentes demonstrando uma falta de sentido de liderança inédita em Lisboa.

 

Mas agora, a aproximação de eleições e a consciência pesada de não ter correspondido às expectativas dos lisboetas, provocou uma nítida mudança de atitude. Ontem lá apareceu no buraco da avenida de Berna, embora sem muito para dizer, mas com aquela frasezinha estudada, típica para estas situações: "Lisboa tem 1300 quilometros de rede de esgotos - o dobro do comprimento do país..." E pronto. Mais nada... Na verdade não ficámos a saber porque sucedeu o acidente, se pode ocorrer noutras zonas limitrofes, quanto tempo demorará a reparação, nada. Mas ficámos a saber o comprimento da rede de esgotos,,,



António Prôa às 11:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.04.09

Um grupo de cidadãos “de esquerda” lançou um apelo para a união da esquerda nas próximas eleições autárquicas na capital. Este pedido aparece sustentado pelos piores motivos: “impedir o regresso da direita ao poder”. Não é em prol de um projecto comum porque não existe. Não é a defesa da continuação do trabalho realizado porque é quase inexistente. Este é o verdadeiro problema: desta vez, a dita esquerda não provou servir os interesses de Lisboa.

 

O primeiro responsável pela dificuldade de acordo entre a esquerda é, curiosamente, o seu principal beneficiado: António Costa.
O actual presidente da câmara demonstrou não ser capaz de governar a cidade de forma adequada. Na verdade os lisboetas continuam hoje sem saber se têm um presidente da câmara ou um ministro à frente da edilidade.
António Costa nunca apresentou um projecto coerente para o desenvolvimento da cidade. Não tem obra para apresentar. A esquerda em Lisboa não tem hoje um trabalho em que se possa rever e defender.
António Costa não foi capaz de construir a convergência da esquerda. Desprezou o PCP que tem demonstrado uma atitude coerente, sustentada e previsível e fez o que de pior se pode fazer para comprometer a confiança de um partido ao “aliciar” o seu único eleito à revelia da respectiva estrutura partidária como foi o caso de Sá Fernandes eleito pelo Bloco de Esquerda e que se “passou” para o PS.
Agora, António Costa bem pode arrepender-se mas parece já ser tarde para a união da esquerda. E mesmo que se venha a concretizar será pelos piores motivos: apenas tentar evitar a vitória da direita, porque pela positiva não restam quaisquer motivos. É o poder pelo poder. Desesperadamente.

texto publicado no jornal Meia Hora



António Prôa às 11:13 | link do post | comentar

Segunda-feira, 13.04.09

Mais uma 'guerrinha' de Sá Fernandes

 

O vereador da CML, José Sá Fernandes, parece estar fixado no Marquês de Pombal. Senão vejamos: foi o principal ponta de lança da cruzada contra o túnel. Ora hoje é unanimemente reconhecidoque a obra trouxe mais benefícios que prejuízos. Agora Sá Fernandes argumenta que os outdoors do Marquês "afectam a paisagem urbana". Então e as bolas da TMN, que o mesmo Sá Fernandes autorizou? Ou o encerramento da Av. da Liberdade para a promoção da F1, ou da Praça das Flores para a promoção de uma marca de carros? 

 

O vereador José Sá Fernandes acha que não. Afinal, todas estas decisões foram tomadas por ele. E se é verdade que, ao contrário do que acontece com os outdoors, o aluguer do espaço público é gerador de receitas para os cofres da câmara municipal, o facto é que todos os cidadãos e entidades têm que ser iguais perante a lei. Aos responsáveis políticos, por maioria de razão, cabe assegurar que assim é. Pior: todos os lisboetas se lembram dos outdoors com o slogan "O Zé faz falta", espalhados pela cidade. O Marquês de Pombal não foi excepção.

 

A poucos dias de poder ser confirmado como candidato autárquico integrado nas listas do PS, José Sá Fernandes tem dado uma ajuda preciosa aos adversários de António Costa. E como a estratégia do silêncio parece compensar, Pedro Santana Lopes só tem que continuar calado enquanto Sá Fernandes se entretém com a guerra dos cartazes.

 



Rodrigo Saraiva às 12:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 08.04.09

Tendo iniciado o actual mandato com o compromisso de pôr as contas em dia e a casa em ordem, António Costa rapidamente esqueceu essas promessas, desistiu e cedeu à tentação de prometer grandes obras, optando pela propaganda em detrimento da intervenção.

Actualmente a Câmara Municipal de Lisboa está a gastar vários milhões de euros numa campanha de propaganda sobre higiene urbana. Milhões de uma câmara que se dizia quase na falência. Milhões quando ainda há semanas atrás se reivindicava um empréstimo para pagar dívidas. Demonstra-se agora que não eram necessários. Ou seriam, mas talvez para mais campanhas de propaganda.
A campanha de propaganda sobre higiene urbana até poderia ser pertinente. Dir-se-ia até que os problemas de falta de higiene verificados um pouco por toda a cidade na falta de limpeza das ruas, nos graffiti por todo o lado, nos cartazes indevidamente colados nas paredes, nos autocolantes colados em candeeiros, ou no lixo acumulado sistematicamente junto aos ecopontos reclamam uma atitude, mas seguramente muito mais do que mera propaganda.
Verificou-se em Lisboa alguma modificação no sistema de recolha de lixo? A recolha selectiva teve alguma transformação significativa? Os padrões de limpeza das ruas sofreram alteração? Existe algum novo regulamento para o sistema de higiene urbana? Seriam bons pretextos para investir numa campanha de sensibilização dos cidadãos. Novas práticas poderiam convidar os munícipes a comungar desse esforço renovado. Mas não. Só propaganda! Propaganda que assenta num significativo encargo financeiro para o municipio quando poderia ser suportada em patrocínios e apoios com esforço e alguma imaginação.

 

texto publicado no jornal Meia Hora



António Prôa às 21:31 | link do post | comentar

Quarta-feira, 01.04.09

Há cerca de um mês António Costa atacou o seu sucessor no ministério da administração interna criticando a política de segurança em Lisboa. Na ocasião foi muito oportuno pois permitiu alijar responsabilidades sobre um problema de Lisboa, mas na realidade foi mais um sinal da permanente confusão de António Costa ministro ou António Costa presidente da câmara.

Agora o presidente da câmara de Lisboa critica a lei das finanças locais que entrou em vigor há pouco mais de dois anos. Mas o que é extraordinário é que esta lei é da autoria do então ministro António Costa. Sim, de facto é confuso: o ministro António Costa aprova uma lei que o presidente da câmara António Costa critica. Confuso? É que dois anos depois de ter sido eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa parece não ter percebido que já não é ministro, já não é oposição. Agora é presidente.
Mas António Costa agora tem razão. Esta lei das finanças locais é desadequada para os municípios mais populosos e é particularmente gravosa para Lisboa enquanto capital pois não considera os chamados custos da capitalidade tais como a grande concentração de organismos públicos, a duplicação diária de população em virtude do desequilíbrio entre habitantes e população flutuante (o dobro) ou obrigação de assegurar infra-estruturas e serviços para este universo.
O ministro António Costa foi atempadamente avisado dos erros da lei que teimosamente quis aprovar. Pode até, o presidente António Costa, ter chegado à mesma conclusão, mas aconselharia o pudor que fosse mais discreto. De outra forma, dificilmente alguém levará a sério o Dr. António Costa.
 
texto publicado no jornal Meia Hora


António Prôa às 16:35 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Contacto
camaradecomuns@sapo.pt
Arquivo
2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


pesquisar
 
Siga-nos
Lemos Sempre
Tags

todas as tags

subscrever feeds